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O imponente Palacete do Matadouro, construção assobradada que aconteceu após a inauguração do Matadouro, sólida, toda em pedra, tijolo maciço e cal, em estilo neo-clássico, destacava-se em meio a um jardim em estilo inglês idealizado e construído sob a orientacão técnica do urbanista francês François Marie Glaziou, que celebrizou os jardins da Quinta da Boa Vista e do Campo de Santana. O Palacete foi a Sede Administrativa do Matadouro, residência do Diretor e dos médicos que ali trabalhavam. Era o portal de acesso às instalações do Matadouro e aos currais. São dessa época as figueiras centenárias que ladeiam o prédio, verdadeiras sentinelas silenciosas que ali permanecem, os oitis da alameda do Colégio Barão do Rio Branco e as altaneiras palmeiras reais que atestam um tempo de fausto. O prédio também serviu como escola: Santa Isabel (1886) e Técnica Princesa Isabel, já neste século.
Hoje a comunidade luta pela restauração do Palacete que, pela Lei Municipal 465 de 1983, destina-se a se tornar o Centro Cultural de Santa Cruz. Todo o quarteirão já se tornou, pela Lei Municipal 2.354 de 1º de setembro de 1997, o Ecomuseu do Quarteirão Cultural do Matadouro, o primeiro da Cidade do Rio de Janeiro e, conforme o trabalho comunitário que executa, o primeiro Ecomuseu Comunitário do Brasil. A meta é trabalhar um projeto globalizado que aproveite toda a área, criando um local de muita cultura, esporte e lazer. <- Voltar |
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